“O capitalismo não entregou os bens às pessoas; as pessoas foram crescentemente entregues aos bens”
Jeremy
Seabrook
A vida contemporânea está
alicerçada em pilares que constituem e configuram sua realidade social, econômica,
política e cultural. O consumo, como consequência da sociedade pós-capitalista,
e seu fenômeno correlato, o consumismo, constituem um desses pilares. A
mercadoria passa a ser o centro da atividade e da satisfação humanas. Até mesmo
o trabalho se transforma em mera mercadoria, com demanda, preço e valor ditados
pelo mercado, reduzindo o trabalhador a mero vendedor de mão de obra.
E essa efêmera satisfação humana, baseada no mero consumo, que por óbvio não dá conta de satisfazer as complexas necessidades humanas, se torna cada vez mais calcada no desejo alimentado pela publicidade, que cada vez mais vende o valor simbólico incutido subjetivamente na mercadoria, desprezando muitas vezes seu valor funcional. Faz até os mais espertos acreditarem que a felicidade, a beleza ou vitalidade advirão da compra de certa marca de margarina, carro de luxo ou refrigerante.
A indústria do entretenimento, em especial aquele de massa, e sua relação direta com a publicidade, se constitui em outro dos pilares da vida contemporânea. Ela é explorada pelos meios de comunicação, caracterizados pela divulgação indiscriminada não só de mercadorias, mas também, subjetivamente, de “práticas discursivas, estilos de vida, identidades grupais, ideias, signos e símbolos”(NERY, 2013, p.17)1. Essa indústria investe pesado na associação entre consumo e pertencimento, consumo e status, consumo e destaque social, estabelecendo padrões e dirigindo condutas e comportamentos que geram ações de consumo sem crítica e reflexão, transformando o cidadão em mero e emburrecido consumidor de símbolos.
E esse consumidor, no capitalismo pós-moderno, deve ser constantemente produzido, (BAUMAN, 2001), para que cada vez mais o 'ser' ceda lugar ao 'ter', criando uma sociedade onde o cidadão só é considerado e aceito se for consumidor. Uma sociedade onde a pessoa é essencialmente aquilo que pode comprar. E essa publicidade, hoje multimídia, necessidade vital do capitalismo consumista, com suas modas, estigmas e manipulações sentimentais, tem criado uma sociedade cada vez mais baseada no imediatismo, na competição, na impessoalidade, na intolerância e na discriminação.
E essa efêmera satisfação humana, baseada no mero consumo, que por óbvio não dá conta de satisfazer as complexas necessidades humanas, se torna cada vez mais calcada no desejo alimentado pela publicidade, que cada vez mais vende o valor simbólico incutido subjetivamente na mercadoria, desprezando muitas vezes seu valor funcional. Faz até os mais espertos acreditarem que a felicidade, a beleza ou vitalidade advirão da compra de certa marca de margarina, carro de luxo ou refrigerante.
A indústria do entretenimento, em especial aquele de massa, e sua relação direta com a publicidade, se constitui em outro dos pilares da vida contemporânea. Ela é explorada pelos meios de comunicação, caracterizados pela divulgação indiscriminada não só de mercadorias, mas também, subjetivamente, de “práticas discursivas, estilos de vida, identidades grupais, ideias, signos e símbolos”(NERY, 2013, p.17)1. Essa indústria investe pesado na associação entre consumo e pertencimento, consumo e status, consumo e destaque social, estabelecendo padrões e dirigindo condutas e comportamentos que geram ações de consumo sem crítica e reflexão, transformando o cidadão em mero e emburrecido consumidor de símbolos.
E esse consumidor, no capitalismo pós-moderno, deve ser constantemente produzido, (BAUMAN, 2001), para que cada vez mais o 'ser' ceda lugar ao 'ter', criando uma sociedade onde o cidadão só é considerado e aceito se for consumidor. Uma sociedade onde a pessoa é essencialmente aquilo que pode comprar. E essa publicidade, hoje multimídia, necessidade vital do capitalismo consumista, com suas modas, estigmas e manipulações sentimentais, tem criado uma sociedade cada vez mais baseada no imediatismo, na competição, na impessoalidade, na intolerância e na discriminação.
1.Sociedade
e contemporaneidade. Ana Regina Falkembach Simão [et al.]. - Canoas: Ed. ULBRA,
2013. 146p
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Como na vida real, aqui também não se tolera o desrespeito e a discriminação, bem como os crimes de injúria, calúnia e difamação, inclusive racismo, homofobia, xenofobia e outras tendencias intolerantes e preconceituosas. Aqui, o debate será sempre de idéias!